SCREAM & YELL, 2016

“Gris”, Juliana Cortes (Tratore)
Juliana vale a atenção pelo simples fato de ser uma jovem cantora que busca caminhos distintos, não se aventura pelo sambinha-bossa-nova-wannabe-Marisa-Monte, o que já foge a regra da “tradição” na música brasileira, mas além disso, ela se vale de ritmos distintos para criar uma base rítmica rica fazendo a cama para que sua voz surja de forma delicada, criando cenários e sensações de delicadeza e destreza raras. Se em seu primeiro disco ela se aventurava pela obra de Vitor Ramil e por toda essa estética do frio, este seu segundo disco, “Gris”, opta por outras vozes, se conectando com diferentes geografias, coadunadas pela produção de Dante Ozzetti e também nas participações de Arrigo Barnabé, Antonio Loureiro e Paulinho Moska. Gravado entre São Paulo, Buenos Aires e Curitiba (terra natal de Juliana), “Gris” traz esse cenário cinza de inverno das grandes cidades, alavancada pela poesia das composições de Paulo Leminski, Luiz Tatit, Maurício Pereira, Estrela Leminski, o próprio Dante e, claro, novamente Vitor Ramil. No todo, “Gris” é um disco que aparenta uma possível simplicidade, mas que é de extrema complexidade, criando cenários de delicadeza quase barroca. Vale a audição atenta!

Três CDs: Juliana Cortes, Aíla, Blubell

 

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Por lumendesign

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